British Shorthair e British Longhair em Portugal

Um British não passa despercebido


Há gatos que entram numa casa.

E há gatos que, aos poucos, passam a fazer parte de tudo.

O British tem essa forma muito própria de chegar.


Primeiro observa.

Depois aproxima-se.


Começa a perceber os horários, os lugares preferidos, quem se senta onde, quem brinca mais, quem abre o armário dos petiscos.

E, sem grande cerimónia, transforma-se numa presença constante.


É uma raça conhecida pela cabeça redonda, pelos olhos grandes e pelo corpo forte.


Mas, para mim, o mais bonito do British não está na fotografia.


Está na ligação que cria com a família.


British no Mozziland

Trabalhamos especialmente British Shorthair e British Longhair nas linhas Golden e Silver.

A seleção combina estrutura, saúde, pedigree, genética, temperamento e acompanhamento das gerações.

Criadora desde 2001 · TICA Outstanding Cattery


British Shorthair ou British Longhair?

Esta é uma das perguntas que mais gosto de ajudar uma família a responder.


British Shorthair

Pelo curto e muito denso.

Manutenção mais simples.

Visual compacto e arredondado.

Aquele aspeto clássico de pequeno urso.

Conhecer o British Shorthair



British Longhair

Pelagem longa e volumosa.

Cauda mais cheia.

Mais escovagem sem exageros.

Uma presença mais exuberante, com a mesma essência British e, uma procura muito próxima pela família

Conhecer o British Longhair


Como é viver com um British?

O British não sabe que é gato. Pensa que é gente e quer participar em toda a rotina familiar. 


Criam um vinculo de profunda amizade com seu humano, que sente que o ama e respeita.


É ter companhia sem sentir que temos um gato constantemente a exigir atenção.


Digo, que o British lá no fundo sabe que é britânico. Possuem uma postura muito deles.


British gosta simplesmente de estar onde estamos.


Na cozinha.

No sofá.

Ao lado do computador.

A dormir perto da cama. Na cama.

À porta quando chegamos.


Nem todos são gatos de colo.


Mas isso não significa que sejam distantes.


Um British pode passar poucos minutos ao colo e, ainda assim, seguir a sua pessoa pela casa inteira.


Para mim, esta é uma das coisas mais bonitas da raça:


o British não precisa de estar sempre em cima de nós para estar profundamente ligado a nós.


Um pequeno urso com personalidade de gato

Se tivesse de explicar a aparência do British a uma criança, diria:


parece um pequeno urso de peluche que decidiu tornar-se gato.


O corpo deve ser forte e compacto.

A cabeça redonda.

Os olhos grandes.

As pernas firmes.

O peito largo.


E aquela expressão doce que parece estar sempre a tentar perceber o que estamos a fazer.


No British Shorthair, o pelo é curto, muito denso e com uma textura quase de veludo.


No British Longhair, a mesma estrutura aparece envolvida por uma pelagem longa, cheia e volumosa.


São diferentes por fora.


Mas partilham a mesma essência British.


E afinal, o British é calmo?

Sim.


Mas calma não significa falta de personalidade.


Um British consegue passar muito tempo tranquilamente instalado num sofá.


Depois aparece uma pena, uma bola ou um brinquedo novo e parece ter cinco meses outra vez.


Corre.

Caça.

Salta.

Investiga.


E depois volta a deitar-se como se nada tivesse acontecido.


Talvez seja precisamente este equilíbrio que faz tanta gente apaixonar-se pela raça.


Inteligente, curioso e muito observador

Há uma coisa no British que nem sempre aparece nas descrições da raça:


Ele pensa.


Observam antes de agir.

Estudam um brinquedo.

Descobrem onde escondemos uma recompensa.

Aprendem rotinas.

Percebem rapidamente quais os sons importantes da casa.


E conseguem ensinar a família inteira a responder a um simples olhar.


Gosto  de oferecer aos meus British pequenas brincadeiras de procura, puzzles, túneis, caça simulada e brinquedos que os obriguem a descobrir alguma coisa.


A tranquilidade não deve significar uma vida sem estímulos.


Golden e Silver: as linhas que escolhi

O British existe em muitas cores.


Durante muitos anos, a imagem mais conhecida da raça foi o British Blue tradicional, com pelagem azul uniforme e olhos cobre.


É uma variedade lindíssima e muito importante na história da raça.


Mas o meu caminho levou-me para outra parte do universo British.


As linhas Golden e Silver.


Foi nelas que encontrei as cores, os olhos, a expressão e também determinadas características de temperamento que mais me apaixonaram.


No Mozziland não criamos o British Blue tradicional.


O nosso trabalho está centrado principalmente em Golden e Silver.


Entre as cores com que trabalhamos encontram-se:

  • Black Silver Shaded 
  • Black Golden Shaded
  • Black Silver Chinchilla/Shell 
  • Black Golden Chinchilla/Shell
  • Blue Silver Shaded 
  • Blue Golden Shaded
  • Blue Silver Chinchilla/Shell 
  • Blue Golden Chinchilla/Shell

Golden e Silver têm personalidade diferente do British Blue?

Esta pergunta merece uma resposta honesta.


Não considero correto dizer que a cor, sozinha, determina a personalidade.

Um Golden não nasce carinhoso apenas por ser Golden.


Mas as linhagens têm história.


E quando acompanhamos várias gerações começamos a reconhecer características que aparecem repetidamente.


Nas linhas Golden e Silver, muitos criadores observam British particularmente curiosos, participativos e próximos das pessoas. É também uma característica que encontro repetidamente nas linhas com que trabalho.


Gostam de brincar.

Procuram companhia.


Tornam-se verdadeiros gatos-sombra.


Muitos criadores destas linhas fazem observações semelhantes e associam parte dessas características à história e seleção das famílias utilizadas, incluindo a antiga influência Persa.


Eu prefiro não transformar isso numa regra científica.


Prefiro dizer aquilo que realmente observo:


é uma característica que encontro repetidamente nas linhas que escolhi e que continuo a valorizar na seleção.


Silver, Golden, Shaded e Chinchilla — explicado de forma simples

Shaded e Chinchilla: qual a diferença?


De forma simples, a diferença está sobretudo na quantidade de cor existente na ponta do pelo.


No Shaded, a cor é visualmente mais presente.


No Chinchilla/Shell, apenas uma parte muito pequena da extremidade do pelo apresenta pigmentação, criando um efeito mais claro e luminoso.


Esta diferença pode alterar bastante a aparência final do gato.




Golden e Silver, o que é na realidade?


Num Silver, a base visual do pelo é branca ou prateada. Num Golden, a base mantém tons quentes e dourados.


Silver / Golden = a cor de base visual do pelo

Shaded / Chinchilla = a quantidade de pigmento na ponta do fio


A história da raça British

O British é uma das raças felinas mais antigas ligadas à Grã-Bretanha. 

A sua história passou pelo British Blue, pelas guerras mundiais, pela reconstrução da raça e pela influência de linhas Persas, que ajudaram também a explicar o aparecimento do British Longhair.

  • Ler a história completa

    Esta é, sem dúvida, uma das raças de gatos mais antigas e emblemáticas do mundo felino.


    Acredita-se que os primeiros exemplares do British Shorthair tenham chegado à Inglaterra por volta do ano 50 d.C., trazidos pelos romanos durante a expansão do Império. 


    Desde então, essa raça extraordinária evoluiu naturalmente no clima britânico, desenvolvendo a pelagem densa e a estrutura física robusta que hoje a caracteriza.


    Durante séculos, os British Shorthair viveram em quintas e cidades britânicas, desempenhando um papel prático como caçadores, mas sempre com um temperamento calmo e companheiro.


    O Papel Fundamental de Harrison Weir na Evolução da Raça

    Foi somente no século XIX que o British Shorthair passou por um aprimoramento seletivo, graças ao trabalho do britânico Harrison William Weir, conhecido mundialmente como o “Pai da Felinofilia”. Weir dedicou-se a selecionar os melhores exemplares da raça e iniciou os cruzamentos seletivos que moldaram o padrão atual do British Shorthair.


    Em 1871, ele organizou a primeira exposição de gatos na Inglaterra, onde o British Shorthair foi a grande estrela. 


    Essa exposição foi um marco histórico, pois deu início à formalização de padrões para gatos de raça com pedigree.


    Inicialmente conhecido como "Inglês Azul" por causa de sua coloração cinza-azulada, o British Shorthair é hoje criado em várias cores sólidas e diversos padrões, todos reconhecidos pelas principais federações felinas do mundo.


    Uma Raça que Sobreviveu à História

    As Guerras Mundiais quase extinguiram a raça, mas graças ao empenho e dedicação de criadores responsáveis. 

  • Quando o British passou a ser uma raça

    No século XIX, os gatos começaram a deixar de ser vistos apenas como animais úteis.


    Nasceram as primeiras exposições felinas e os criadores começaram a selecionar determinadas características.


    Um dos momentos mais importantes aconteceu em 1871, na famosa exposição de gatos do Crystal Palace, em Londres. 


    O British já estava entre os gatos apresentados e tornou-se uma das primeiras raças do movimento felino moderno. 


    O GCCF situa a origem do British Shorthair moderno precisamente por volta de 1870.


    A ideia era preservar aquele gato britânico tradicional:


    redondo, forte, equilibrado e com uma pelagem muito densa.


    E uma cor destacou-se rapidamente.


    O British Blue tornou-se a imagem da raça


    Durante muitos anos, o British mais conhecido foi o Blue.


    O pelo azul-acinzentado uniforme, os olhos cobre e aquela cabeça redonda tornaram-se quase a “fotografia oficial” da raça.


    Ainda hoje, quando muitas pessoas ouvem “British Shorthair”, imaginam imediatamente um British Blue.


    A própria TICA refere o Blue como a cor mais popular da raça.


    Mas a história do British não ficou por aí.

  • As guerras quase fizeram desaparecer a raça

    As duas guerras mundiais tiveram um impacto enorme na criação de gatos na Europa.


    Depois da Primeira Guerra Mundial, já havia menos British disponíveis para criação. E, após a Segunda Guerra Mundial, a situação tornou-se ainda mais difícil: algumas linhas tinham praticamente desaparecido.


    Os criadores tiveram então de reconstruir a raça.


    Para isso, recorreram a British que ainda existiam e também a outras raças e gatos domésticos cuidadosamente escolhidos.


    Entre eles estavam:


    Persas, Russian Blue e outros gatos de pelo curto.


    Esses cruzamentos ajudaram a recuperar diversidade e número de animais, mas também deixaram marcas importantes na genética do British.


    E foi aqui que o Persa deixou a sua marca


    Os cruzamentos com Persas são uma parte muito importante da história da raça.


    Entre 1914 e 1918 já tinham sido feitos cruzamentos British × Persian. Um dos efeitos mais visíveis foi a entrada do gene de pelo longo nas linhas British.


    Esse gene podia ficar “escondido” durante gerações.


    Dois British de pelo curto podiam parecer completamente normais e, ainda assim, ambos transportar o gene recessivo de pelo longo.


    Quando dois portadores se cruzavam, podia nascer um bebé com pelo comprido.


    Durante muito tempo, esses bebés não foram tratados como uma raça própria.


    Mais tarde, acabariam por dar origem ao que hoje conhecemos como British Longhair. A TICA reconheceu o British Longhair para campeonato em 2009.

  • Então o British Longhair nasceu dentro do próprio British

    Exatamente.


    Não é uma raça “inventada” à parte.


    É uma consequência direta da história genética do British.


    Por isso, Shorthair e Longhair partilham grande parte da mesma essência:


    cabeça redonda;

    corpo forte e compacto;

    olhos grandes;

    estrutura sólida;

    temperamento equilibrado.


    A grande diferença visível está na pelagem.


    O Shorthair tem aquele pelo curto e muito denso, quase de pelúcia.


    O Longhair mantém o corpo British, mas envolvido numa pelagem mais comprida e volumosa.

  • E as cores? O British sempre foi Blue?

    Não.


    O Blue ficou famoso, mas o British desenvolveu-se numa enorme variedade de cores.


    À medida que a raça foi sendo reconstruída e diferentes linhas foram utilizadas, também aumentou a diversidade de cores e padrões.


    É aqui que a história começa a ficar ainda mais interessante para mim, porque surgem as linhas Silver, Chinchilla, Shaded e Golden.


    E essas cores têm uma ligação muito forte à história dos programas de seleção em que também participaram Persas Silver e outras linhas.

  • Do British Blue às linhas Silver e Golden

    Durante muito tempo, a imagem mais conhecida do British foi o British Blue: pelagem azul uniforme, olhos cobre e aquele corpo redondo tão característico.


    Mas a história da raça é muito mais rica.


    Os cruzamentos históricos realizados com Persas e outras linhas trouxeram uma enorme diversidade genética e cromática.


    E aqui começa uma parte particularmente interessante da história do British.


    As variedades Silver, Chinchilla e Golden já eram trabalhadas há muitas gerações em linhas Persas. Com o tempo, esses genes e características foram sendo selecionados também dentro do British.


    Não aconteceu de forma rápida.


    Foram necessárias gerações para conseguir reunir no mesmo gato:


    estrutura British + cabeça correta + boa pelagem + olhos + cor + temperamento.


    E é precisamente por isso que estas linhas são tão interessantes para quem cria.

  • Como surgiram os British Silver e Golden?

    O British começou por ficar conhecido pelo Blue.

    Mas, com o passar das gerações, algumas linhas seguiram um caminho completamente diferente — mais luminoso, mais delicado e cheio de pequenas nuances no pelo.


    Foi assim que Silver e Golden começaram a ganhar o seu lugar na história da raça.

  • Silver explicado de forma simples

    Imagina um fio de pelo.


    Num Silver, a parte maior do fio é muito clara, quase branca.


    Apenas a ponta tem cor.


    Por isso, quando o gato se mexe, vemos aquele efeito prateado tão bonito.


    É quase como se tivesse uma camada fina de sombra por cima de um fundo branco.

  • E o Golden?

    No Golden acontece algo parecido.


    Mas, em vez de a base ser branca, é quente.


    Pode lembrar:


    mel, creme, damasco ou dourado.


    Por baixo das pontas mais escuras existe aquele fundo quente que faz o pelo parecer diferente conforme a luz.


    É uma cor que muda.


    De manhã pode parecer mais clara.


    Ao sol, mais quente.


    À sombra, mais suave.


    E é precisamente isso que a torna tão especial.

  • E Shaded? E Chinchilla?

    Uma forma simples:


    Shaded


    Tem mais cor na ponta do pelo.


    O gato parece um pouco mais sombreado.


    Chinchilla


    Tem muito menos cor na ponta.


    O gato parece mais claro, luminoso e delicado.


    Eu gosto de explicar assim:


    Silver ou Golden diz-nos a cor de fundo.

    Shaded ou Chinchilla diz-nos quanto “lápis” existe na ponta do pelo.

  • Aquele olhar “maquilhado”

    Uma das coisas que mais chama a atenção nos Silver e Golden são os olhos.


    Muitos têm olhos verdes intensos e um contorno escuro à volta dos olhos, nariz e lábios.


    Parece quase que alguém desenhou tudo com um lápis muito fino.


    É uma das características que lhes dá uma expressão tão doce e curiosa.

  • British e Scottish: parecem parecidos, mas não são a mesma raça

    British e Scottish: parecem parecidos, mas não são a mesma raça


    À primeira vista, um British Shorthair e um Scottish Straight podem confundir.


    Os dois podem ter a cara redonda, olhos grandes, corpo forte e um ar muito doce.


    Mas são raças diferentes.


    O British pertence à raça British, com a sua própria história, estrutura, tipo de corpo e características de pelagem.


    O Scottish pertence à raça Scottish Fold/Scottish Straight.


    A diferença mais conhecida está nas orelhas:


    o Scottish Fold tem as orelhas dobradas;

    o Scottish Straight tem as orelhas direitas.


    E aqui está a parte importante:


    Scottish Straight não é um British com orelhas normais.


    É um Scottish.


    Mesmo tendo as orelhas direitas.


    E mesmo que no pedigree de um Scottish existam British em gerações anteriores, isso não muda a raça do gato.


    Um Scottish pode ter recebido características de antepassados British — cabeça redonda, corpo forte, pelagem densa — mas continua a pertencer à linhagem Scottish.


    Para um gato ser registado e reconhecido como British, tem de pertencer a uma genealogia reconhecida como British de acordo com as regras do livro genealógico e da associação felina respetiva.


    Ou, dito de forma muito simples:


    ter British na família não faz de um Scottish um British.


    É um pouco como uma criança poder ter um avô de outra nacionalidade: essa origem faz parte da história da família, mas não muda automaticamente aquilo que ela é.


    No British, aquilo que procuramos preservar geração após geração é o tipo British: estrutura compacta, cabeça muito redonda, bochechas cheias, boa ossatura, pelagem correta e temperamento típico das linhas selecionadas.


    Por isso, quando vemos um gato redondo e fofo, não devemos olhar apenas para as orelhas.


    É preciso olhar para a raça, o pedigree, a linhagem e a seleção feita ao longo das gerações.


    No Mozziland, trabalho com British Shorthair e British Longhair. Não crio Scottish Fold nem Scottish Straight.


    E faço questão de explicar isto porque respeitar uma raça também é respeitar a sua história, a sua genealogia e aquilo que a torna única.

  • O British é mesmo um gato independente?

    Prefiro descrevê-lo como equilibrado e observador. 


    Pode estar tranquilo durante algum tempo, mas quando confia cria frequentemente relações muito profundas com a família.

  • Porque o British observa tanto antes de agir?

    Porque é uma raça muito atenta ao ambiente. 


    Muitos British estudam pessoas, rotinas e situações antes de participar. 


    Esta capacidade de observação é uma das características que mais aprecio neles.

  • Quanto tempo demora um British a tornar-se adulto?

    É uma raça de maturação lenta. 


    Corpo, cabeça, peito e bochechas continuam a desenvolver-se durante vários anos. 


    Um British jovem ainda pode mudar muito.

  • Porque um British bebé pode parecer tão diferente quando cresce?

    Mudam o corpo, cabeça, olhos e pelagem.


    Nas linhas Silver e Golden, a própria aparência da cor pode transformar-se bastante com a maturação.

  • Um British é um gato silencioso?

    Não é excessivamente vocal, mas comunica muito. 


    Alguns desenvolvem pequenos sons, olhares e rotinas muito próprias para nos dizer exatamente aquilo que querem.

  • O British gosta de brincar?

    Sim. 

    É um gato curioso e inteligente. Brincadeiras de caça, procura, canas e puzzles costumam ser especialmente interessantes.

  • Um British deve ser gordo e muito redondo?

    Não. 

    Deve ser forte e substancial, mas gordura não substitui estrutura e musculatura.

  • Golden e Silver têm personalidades diferentes?

    Temperamento depende de genética, seleção, socialização e personalidade individual.


    A linhagem possui a fama de serem mais próximos e aceitarem mais carinho.

  • Porque não trabalho o British Blue tradicional?

    Na minha experiência, algumas linhas Golden e Silver tendem a produzir gatos muito participativos e próximos.


    Foi uma escolha de seleção e de identidade do programa Mozziland.


    Na minha experiência, algumas linhas Golden e Silver tendem a produzir gatos muito participativos e próximos.

  • O British e o Scottish Straight são a mesma raça?

    Não. 

    Podem existir semelhanças visuais, mas são raças com história, pedigree e critérios próprios.


Saúde e seleção responsável

A beleza nunca deve ser o único critério de criação.


No Mozziland, a seleção dos British considera:


saúde, genética, estrutura, temperamento, qualidade de vida e características próprias da raça.


Os nossos reprodutores são acompanhados e testados de acordo com os riscos relevantes das linhas com que trabalhamos.


  • O British gosta de colo?

    Alguns adoram.


    Outros preferem ficar encostados ou muito perto.


    Um British pode não querer permanecer muito tempo ao colo e, mesmo assim, seguir-nos pela casa, dormir junto e procurar constantemente a nossa companhia.

  • O British mia muito?

    Normalmente não é uma raça excessivamente vocal. 


    Muitos têm pequenos miados, trilos e sons próprios para comunicar com a família.

  • Pode viver num apartamento?

    Sim.


    O tamanho da casa é menos importante do que aquilo que existe dentro dela.


    Arranhadores, janelas seguras, locais de observação, brinquedos, interação e companhia fazem enorme diferença.

  • Salta muito?

    Consegue perfeitamente saltar. 


    Mas, em geral, não tem a estrutura leve de algumas raças muito atléticas e muitos preferem subir por etapas.

  • Dá-se bem com crianças?

    Sim, criam  relações muito próximas com crianças. 


    O mais importante é que a criança aprenda a respeitar o espaço e os sinais do gato. 


    Se o gato se afasta, deixamos ir.

  • E com outros gatos ou cães?

    Pode viver muito bem com outros animais.


    O mais importante é que o outro animal respeite o seu espaço e que as apresentações sejam feitas de forma gradual. 


    A personalidade individual também conta bastante.

  • Tem tendência para engordar?

    Pode ter. 


    O British é naturalmente forte e compacto, mas estrutura não deve ser confundida com excesso de peso. 


    Brincadeira, alimentação equilibrada e controlo da condição corporal são importantes.

  • Golden é uma raça?

    Não. 


    Golden é uma variedade de cor dentro da raça British.


British Shorthair ou Longhair: Qual escolher?

Talvez a decisão seja mais simples do que parece.


Escolha o Shorthair se gosta daquela pelagem curta, muito densa e com manutenção mais simples.


Escolha o Longhair se se apaixona por caudas cheias, volume e não se importa com alguma escovagem extra.


Quanto ao carinho, inteligência e capacidade de criar ligação?


Ambos criam uma ligação muito forte com a família. 

Nas linhas que conheço, muitos Longhair mostram uma procura particularmente próxima pelas pessoas.


Mas é aqui que entra a personalidade de cada gato.


E é também aí que gosto de ajudar cada família.

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Tudo o que precisa de saber sobre o British

  • Origem Grã-Bretanha. Uma das raças felinas mais antigas. O British moderno foi desenvolvido a partir de gatos britânicos robustos e, ao longo da história, recebeu influência de outras linhas, incluindo Persa.
  • Estrutura Corpo compacto, forte e musculado. Peito largo, patas firmes, cabeça redonda, bochechas cheias e olhos grandes. Deve transmitir solidez sem parecer pesado ou desproporcionado.
  • Tamanho Médio a grande. Os machos costumam ter mais estrutura e bochechas mais marcadas.
  • Maturação Lenta. A cabeça, peito, corpo e pelagem continuam a desenvolver-se durante vários anos.
  • Personalidade Tranquilo, observador, inteligente, curioso e muito ligado à família. Não costuma ser excessivamente exigente, mas gosta de acompanhar as pessoas e participar nas rotinas da casa.
  • Carinho Muitos gostam de estar perto mais do que de permanecer muito tempo ao colo. Segue a família, dorme perto, espera à porta e cria uma ligação muito forte com quem sente que o ama e respeita.
  • Colo Depende do gato e do vinculo que criou com seu humano. Alguns adoram; outros preferem ficar encostados ou ao lado.
  • Inteligência Elevada. Aprende rotinas, reconhece sons, gosta de puzzles, jogos de procura, caça simulada e treino com recompensa.
  • Nível de atividade Moderado. Tem momentos de brincadeira intensa, mas também aprecia longos períodos de descanso.
  • Vocalização Geralmente baixa a moderada. Não costuma ser uma raça muito ruidosa, embora muitos façam pequenos miados, trilos e sons próprios. Conversam com seu humano.
  • Crianças É excelente com crianças, sobretudo quando estas aprendem a respeitar o espaço e os momentos de descanso do gato.
  • Outros gatos Vivem muito bem com outros gatos, especialmente com apresentações graduais e compatibilidade de temperamento.
  • Cães Adapta-se bem a cães equilibrados e habituados a gatos. A apresentação deve ser feita com calma.
  • Apartamento Adapta-se muito bem. Não precisa de uma casa enorme, mas precisa de estímulo, arranhadores, locais de observação, janelas seguras e brincadeira.
  • Alturas e saltos Menos acrobático do que algumas raças mais leves. Consegue saltar, mas muitos preferem subir por etapas.
  • Brincadeira Gosta especialmente de jogos que envolvam caça, procura e resolução de pequenos problemas.
  • Tendência para engordar Pode ter. A estrutura forte não deve ser confundida com excesso de peso. Alimentação equilibrada e atividade regular são importantes.
  • Pelagem Shorthair Curta, muito densa e com textura plush. A densidade é uma das assinaturas da raça.
  • Pelagem Longhair Semilonga a longa, densa, com subpelo e mais volume. Exige escovagem mais regular.
  • Escovagem Shorthair Simples. Escovagem regular ajuda especialmente nas épocas de muda.
  • Escovagem Longhair Mais frequente. Atenção especial a axilas, atrás das orelhas, peito, barriga e culotes.
  • Bolas de pelo Mais relevantes no Longhair, devido à maior quantidade de pelo ingerido durante a higiene.
  • Calor O Longhair precisa de especial atenção no verão: sombra, água fresca, ventilação e locais frescos.
  • Cores Mozziland Principalmente Golden e Silver. Black Golden, Blue Golden, Black Silver e respetivas variedades Shaded e Chinchilla/Shell.
  • British Blue É a variedade clássica e historicamente mais conhecida da raça, mas não faz parte do programa de criação do Mozziland.
  • Golden Base quente, em tons de creme, mel, damasco ou dourado, com pigmentação nas pontas.
  • Silver Base clara, branca ou prateada, com pigmentação concentrada sobretudo nas pontas.
  • Shaded Mais pigmentação visível na ponta do fio.
  • Chinchilla / Shell Menos pigmentação na ponta, criando uma aparência mais clara e luminosa.
  • Olhos Grandes e redondos. A cor depende da variedade. Nas linhas Golden e Silver são muito valorizados olhos verdes intensos quando correspondem ao padrão da cor.
  • Saúde Uma raça geralmente robusta, mas a criação responsável deve acompanhar riscos hereditários e a saúde das linhas ao longo das gerações.
  • HCM A cardiomiopatia hipertrófica merece atenção. O acompanhamento cardíaco e o conhecimento das linhas são importantes.
  • PKD Pode ser relevante em determinadas linhas devido à influência histórica do Persa. A avaliação depende do histórico genético e do programa de criação.
  • Genética A cor nunca deve ser selecionada isoladamente. Saúde, estrutura, temperamento e consistência das linhas vêm primeiro.
  • Esperança de vida Pode viver muitos anos com bons cuidados, mas não gosto de dar um número rígido porque saúde, genética, ambiente e estilo de vida influenciam bastante.
  • Perfil ideal de família Famílias que querem um gato próximo, tranquilo, inteligente e presente, sem necessidade de atividade constante.
  • Para quem talvez não seja ideal Quem procura um gato extremamente atlético, hiperativo ou que aceite colo prolongado a toda a hora.
  • Melhor característica A combinação entre calma, inteligência e uma ligação muito profunda à família.
  • Descrição da Carla British não sabe que é gato. Pensa que é gente e quer participar em toda a rotina familiar. British lá no fundo sabe que é Britânico. Possuem uma postura muito deles.